Igreja Evangélica Apostólica

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Palavra Pastoral

A Carta de Paulo

A grande frustração de Paulo foi ter sido abandonado, nas horas de maiores tribulações e lutas. O que levou os “amigos” a abandoná-lo? É que não suportaram tamanhas pressões em ver muitos cristãos sendo perseguidos, presos e mortos. Eles optaram por não quererem carregar a cruz por amor a CRISTO, como bem nos aconselha o apóstolo Pedro: “Amados, não estra-nheis a ardente prova que vem sobre nós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse. Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis” 1 Pedro 4:12-14. Podemos dizer que foram “amigos” que só queriam estarem perto do apóstolo em momentos de calmaria ou de regozijamento. Por isso, hoje, aparecem na história do cristianismo, ao lado de nomes que não souberam honrar o Nome de DEUS. Trocaram seu bom lugar no reino de DEUS e na história pelo salário que é destinado aos fracos. Quando Paulo escreveu as palavras de desespero ao seu filho na Fé, Timóteo, fora preso pela segunda vez na Grécia e levado às pressas para Roma, desta feita como criminoso; ou seja, numa enorme possibilidade de ser morto. E, diferentemente da primeira prisão, não tivera tempo de levar consigo seus livros nem capa para se aquecer. Foi nessa circunstância, extremamente adversa, que fora abandonado. Paulo reforça: “Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam”. Um falso amigo não resiste às lutas do dia-a-dia. Ele se faz nosso companheiro apenas quando os momentos forem propícios a seus interesses particulares. Amam aparecer à sombra do sucesso alheio. Enfim, um falso amigo não tem fé suficiente para saber que DEUS é Todo-Poderoso para livrar o homem das garras dos leões, como fizera com Daniel, dessa forma, mostra-se um covarde na história, que só vive em busca de uma vida de facilidades. A carta de Paulo a Timóteo também nos ensina algo importantíssimo para a nossa conduta cristã: que devemos manter o testemunho firme, mesmo di-ante dos gigantes que se levantam contra nós e da solidão. “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele e o mais Ele fará”. Salmos 37:5 Paulo foi o melhor exemplo de cris-tão. Assim, o melhor adjetivo que podemos atribuir a ele, é de um velho lutador que não desiste nunca da batalha e em nenhum momento se acovarda frente às adversidades. Antes, mantém a sua fé: “mas o Senhor me assistiu e me fortaleceu para que por mim fosse cumprida a pregação, e a ouvissem todos os gentios; e fiquei livre da boca do leão. E o Senhor me livrará de toda má obra, e me levará para o reino celestial”. 2 Tim 4:17-18. Imaginem um velho lutador, marcado por cicatrizes, preso a algemas num recanto sombrio, erguendo os olhos até encontrar uma pequena abertura no telhado, de onde entrava uma luz pode-rosa, e concluir como num último soluço: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada”. 2 Tim 4:7-8. O combate de Paulo deve ser sempre o combate de todo cristão...ensina a carta de Paulo! Jesus vos abençoe!

Pastor Hélio Gomes


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